Cármen Lúcia suspende temporariamente posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho

BRASÍLIA (Reuters) – A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu temporariamente a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho, prevista para esta segunda-feira, revertendo decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Presidente do STF, Cármen Lúcia, no tribunal em Brasília, Distrito Federal 20/09/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

Em despacho com data de domingo, disponibilizado no sistema do Supremo na madrugada desta segunda-feira, a presidente do STF determinou a suspensão do ato de posse até que seja possível a análise dos pedidos formulados em reclamação que busca impedir os efeitos da nomeação e posse de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho.

Segundo Cármen Lúcia, seria “temerário” dar posse a Cristiane Brasil porque não se conhece a íntegra da decisão do STJ que havia autorizado a nomeação da deputada, a fim de verificar se houve usurpação de competência do STF no caso.

Cristiane Brasil foi nomeada para o cargo pelo presidente Michel Temer no dia 3 de janeiro, mas teve a posse suspensa por um juiz federal de Niterói, após a revelação de que foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar indenizações a dois ex-motoristas a quem nunca tinha assinado as carteiras de trabalho. Desde então o governo vem impetrando recursos para tentar garantir sua posse.

Em sua decisão de suspender a posse, a presidente do Supremo não entrou na discussão do mérito, se é legal ou não a posse da Cristiane Brasil diante da circunstância das condenações na Justiça do Trabalho.

A ministra proferiu a decisão em resposta a um recurso impetrado por um grupo de advogados contra a decisão do STJ que havia permitido a posse de Cristiane Brasil.

Reportagem de Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

Ações da IBM caem após previsão de lucro decepcionante para 2018

Redação Reuters
2 Min, DE LEITURA

Por Supantha Mukherjee

(Reuters) – As ações da IBM caíam 4 por cento nesta sexta-feira, à medida que analistas consideraram “decepcionante” uma previsão de lucro anual que mostrou que a empresa levará mais tempo para voltar a um crescimento sólido.
A IBM previu lucro operacional de pelo menos 13,80 dólares por ação em 2018, ante 13,80 dólares em 2017 e a expectativa do mercado de 13,92 dólares, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

A previsão chega após o primeiro crescimento na receita trimestral da empresa em seis anos.
O crescimento da receita da IBM em 3,6 por cento é resultado principalmente de um salto de 71 por cento nas vendas do seu novo mainframe Z14, que foi lançado em setembro e um crescimento de 27 por cento em seus negócios de nuvem.
A analista do Morgan Stanley, Katy Huberty, disse que o foco maior do mainframe em segurança está atraindo mais clientes do que apenas atualizações num momento em que ataques cibernéticos e vulnerabilidade de chips no topo das preocupações de clientes.
Um crescimento no negócio de mainframes também pode melhorar as margens da IBM. A margem bruta ajustada do quarto trimestre da empresa ficou em 49,5 por cento, abaixo da expectativa do mercado de 50,8 por cento.
A IBM disse que continuará a “manter um alto nível de investimento” em 2018, uma vez que aumenta suas capacidades em nuvem, celular, cibersegurança e análise de dados.
“Este trimestre foi outro passo importante na direção certa, com 2018 sendo uma grande ano para a IBM provar que sua recuperação é viável, o que acreditamos que é, embora a um ritmo lento”, disse o analista da GBH Insights, Daniel Ives.
Por Supantha Mukherjee

Redes sociais aceleram remoção de discurso de ódio, diz UE

Por Julia Fioretti

BRUXELAS (Reuters) – As empresas de mídia social Facebook, Twitter e YouTube, do Google, aceleraram a remoção de discurso de ódio online, avaliando mais de dois terços das reclamações dentro de 24 horas, mostraram novos dados da União Europeia.

A UE pressionou os grupos de mídia social para que aumentassem seus esforços para combater a proliferação de conteúdo extremista e de ódio em suas plataformas, ameaçando-as com legislação.

Microsoft, Twitter, Facebook e YouTube assinaram um código de conduta com a UE em maio de 2016 para revisar a maioria das queixas dentro de um prazo de 24 horas. O Instagram também assinará o código, disse a Comissão Europeia.

As empresas conseguiram revisar reclamações dentro de um dia em 81 por cento dos casos, mostraram os números da UE divulgados nesta sexta-feira, em comparação com 51 por cento em maio de 2017, última vez que a Comissão tinha monitorado o cumprimento do código de conduta.

Em média, as companhias removeram 70 por cento do conteúdo sinalizado, contra 59,2 por cento em maio do ano passado.

A comissária da Justiça da UE, Vera Jourova, disse que não quer ver uma taxa de remoção de 100 por cento porque isso poderia afetar a liberdade de expressão.

Ela também afirmou que não é favorável a imposição de legislação como fez a Alemanha. Entrou em vigor naquele país este ano uma lei que prevê multas de até 50 milhões de euros (61,4 milhões de dólares) para redes sociais que não removerem discurso do ódio rapidamente.

Jourova disse que os resultados revelados na sexta-feira tornaram menos provável que ela pressione por uma legislação sobre a remoção do discurso de ódio.

Redes sociais aceleram remoção de discurso de ódio, diz UE

Redação Reuters
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Por Julia Fioretti

BRUXELAS (Reuters) – As empresas de mídia social Facebook, Twitter e YouTube, do Google, aceleraram a remoção de discurso de ódio online, avaliando mais de dois terços das reclamações dentro de 24 horas, mostraram novos dados da União Europeia.
A UE pressionou os grupos de mídia social para que aumentassem seus esforços para combater a proliferação de conteúdo extremista e de ódio em suas plataformas, ameaçando-as com legislação.

Microsoft, Twitter, Facebook e YouTube assinaram um código de conduta com a UE em maio de 2016 para revisar a maioria das queixas dentro de um prazo de 24 horas. O Instagram também assinará o código, disse a Comissão Europeia.
As empresas conseguiram revisar reclamações dentro de um dia em 81 por cento dos casos, mostraram os números da UE divulgados nesta sexta-feira, em comparação com 51 por cento em maio de 2017, última vez que a Comissão tinha monitorado o cumprimento do código de conduta.
Em média, as companhias removeram 70 por cento do conteúdo sinalizado, contra 59,2 por cento em maio do ano passado.
A comissária da Justiça da UE, Vera Jourova, disse que não quer ver uma taxa de remoção de 100 por cento porque isso poderia afetar a liberdade de expressão.
Ela também afirmou que não é favorável a imposição de legislação como fez a Alemanha. Entrou em vigor naquele país este ano uma lei que prevê multas de até 50 milhões de euros (61,4 milhões de dólares) para redes sociais que não removerem discurso do ódio rapidamente.
Jourova disse que os resultados revelados na sexta-feira tornaram menos provável que ela pressione por uma legislação sobre a remoção do discurso de ódio.

Citi vê bitcoin perdendo 50% do valor atual, para cerca de US$5,6 mil

Redação Reuters
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NOVA YORK (Reuters) – O bitcoin pode perder 50 por cento de seu valor em relação ao nível atual, em meio a temores de investidores de que autoridades regulatórias reprimam a negociação de moedas digitiais, afirmaram analistas do Citi, nesta quarta-feira.

 

Ilustrações da moeda virtual bitcoin 8/12/2017 REUTERS/Benoit Tessier/Illustration
A moeda digital mais conhecida do mundo, que perdeu o nível de 10 mil dólares nesta quarta-feira, poderá cair para entre 5.605 e 5.673 dólares, com base em fatores técnicos. Este movimento “parece muito provável de ocorrer muito rapidamente”, escreveram os analistas em relatório.
Às 13:57, o bitcoin era negociado em queda de 16,44 por cento, cotado a 9.514 dólares, na bolsa Bitstamp, em Luxemburgo.
Em dezembro, a moeda tinha atingido cotação de quase 20 mil dólares, chegando a ultrapassar esse nível em outras bolsas, mas desde então tem passado por forte desvalorização.
Outras criptomoedas também caíam nesta quarta-feira. Ethereum e Ripple tinham fortes perdas depois de notícias de que Coreia do Sul e China podem proibir a negociação de moedas digitais.

Bitcoin recua 18% por temores de repressão; criptomoedas rivais também despencam

Redação Reuters
3 Min, DE LEITURA

Por Jemima Kelly

Ilustrações da moeda virtual bitcoin 8/12/2017 REUTERS/Benoit Tessier/Illustration
LONDRES (Reuters) – O valor do bitcoin recuou 18 por cento nesta terça-feira, atingindo uma mínima em quatro semanas perto de 11 mil dólares, após notícias de que a Coreia do Sul mantém a opção de banir o comércio de criptomoedas gerarem temor sobre uma repressão regulatória mais ampla.

O recuo do bitcoin desencadeou um enorme movimento de venda no mercado mais abrangente de criptomoedas, com a principal concorrente Ethereum recuando 23 por cento no dia, de acordo com o site Coinmarketcap, e a Ripple, em 33 por cento.
O site de notícias sul-coreano Yonhap informou que o ministro das Finanças, Kim Dong-yeon, disse a uma estação de rádio local que o governo vai chegar a um conjunto de medidas para conter o investimento “irracional” na moeda digital.

A Coreia do Sul havia dito na segunda-feira que seus planos de proibir as bolsas de cripotomoedas ainda não foram concluídos, e que as agências do governo ainda estão discutindo como regular o mercado.
O bitcoin reagiu às notícias e chegou a ser negociado a 11.191,59 dólares na bolsa Bitstamp, com sede no Luxemburgo, em queda de 18 por cento, colocando a moeda digital momentaneamente no caminho de registrar o maior recuo diário em três anos.
Às 11h50, o bitcoin [BTC=BTSP] recuava 13 por cento, a 11.823 dólares.
“São principalmente as questões regulatórias que estão assombrando a criptomoeda, com as notícias sobre a nova repressão da Coreia do Sul direcionando o mercado no hoje”, disse o estrategista-chefe da Think Markets, Naeem Aslam, que detém o que descreveu como quantidades “substanciais” de bitcoin, Ethereum e Ripple.
”Mas nós mantemos nossa posição. Nós não acreditamos que
a proibição total de criptomoedas é possível”, disse ele.
As criptomoedas se valorizaram fortemente no ano passado com investidores tradicionais entrando o mercado e com a explosão das ofertas iniciais de moedas (ICOs) — rodadas de captação de recursos baseadas em moeda digital.
Com a nova queda, o bitcoin acumula recuo de mais de 40 por cento ante o nível recorde de alta alcançado em meados de dezembro, a 20 mil dólares.

Qualquer regra sobre bitcoin deve ser global, diz BC alemão

Redação Reuters
2 Min, DE LEITURA

FRANKFURT (Reuters) – Qualquer tentativa de regular as criptomoedas, como a bitcoin, deve ser em escala global, uma vez que as regras nacionais ou regionais dificilmente seriam obedecidas por uma comunidade virtual e sem fronteiras, disse nesta segunda-feira um diretor do banco central da Alemanha.

Ilustraçções da moeda virtual bitcoin 8/12/2017 REUTERS/Benoit Tessier/Illustration
Autoridades nacionais em todo o mundo, particularmente na Ásia, tentaram colocar freios no boom global na negociação de bitcoin e outras cripomoedas – uma forma de dinheiro digital criada e mantida por usuários.
Mas Joachim Wuermeling, membro do conselho do Bundesbank (banco central alemão) disse que as regras nacionais terão dificuldades em conter um fenômeno global.
“A regulamentação efetiva das moedas digitais somente será possível por meio de uma maior cooperação internacional, porque o poder regulatório dos países é obviamente limitado”, disse Wuermeling a um evento em Frankfurt.
Os reguladores chineses proibiram ofertas iniciais de moedas (ICOs), fecharam as bolsas locais de criptomoedas e limitaram a exploração de bitcoins, mas a atividade continuou através de canais alternativos na China, apesar da repressão.
A Coreia do Sul, onde a especulação de criptomoedas é abundante, está trabalhando em planos para proibir as bolsas de moedas digitais.
A União Europeia e legisladores concordaram no mês passado com regras mais estritas para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo em plataformas de troca de bitcoin e outras moedas virtuais.
Por Francesco Canepa